Três Peças Eletrônicas em torno de Mário Quintana

electroacoustic (stereo)|sons eletroacústicos estereofônicos
2006

I- A Fuga de Mário Quintana
electroacoustic (stereo)|sons eletroacústicos estereofônicos
2006
V Projeção Sonora de Composições Eletroacústicas Genos
Salvador
2009

II- Cuidado com o Degrau!
Premiere
VII Encontro Nacional de Compositores Universitários
Belo Horizonte
Outubro de 2009

III- A Caixinha de Música e o Efeito Borboleta
Premiere
III Projeção Sonora de Composições Eletroacústicas Genos
Salvador
2009

Histriônicas Op. 8

Histriônica Nº 1
acousmatic|acusmática (2006)
Premiere
Conexão Sul – Porto Alegre, 2006

Histriônica Nº 2
 for electric bass guitar and realtime electronics|baixo elétrico e eletrônica em tempo real (2009)
Premiere
1º Projeção Sonora de Música Eletroacústica Genos, Salvador, 2010

Histriônica Nº 3
for soprano sax, electric guitar, electric bass guitar and vibraphone|saxofone Soprano, Guitarra Elétrica, Baixo Elétrico e Vibrafone (2010)
Dedicada ao Grupo Sensembow
Score|Partitura

Miniaturas Op. 7

Miniature for Solo Violin|Miniatura para Violino Solo
2004
Premiere
Daniel Stein
V Encontro Nacional de Compositores Universitários
São Paulo, 2007
Score|Partirura

Gravação realizada por Daniel Stein (violino) no V Encontro de Compositores Universitários, Curitiba, 2007:

Miniature for Flute and Electronics|Miniatura para Flauta e Eletrônica
2008
Premiere
Ráiden Coelho
I Projeção Sonora de Composições Eletroacústicas Genos
Salvador, 2009
Score|Partitura

Coação

acousmatic|acusmática
2004

Premiere
II Projeção Sonora de Composições Computacionais do Centro de Música Eletrônica
Auditório Tasso Correa, Instituto de Artes da UFRGS
Porto Alegre, 2004

Lançada no CD Coletânea de Música Eletroacústica Vol. 2 (FONOCD2721), publicado pelo PPGMUS/UFRGS

Versão Estéreo:

Pseudochoros

Series of guitar solo pieces|série de peças para violão solo
2002-2006

Score|Partituras

Pseudochoro Nº 1 – Momento Uno
Premiere
Pedro Rodrigues
III Festival Internacional de Música Contemporânea
Salvador, 2010

Pseudochoro Nº 2 – Imagens Noturnas
Premiere
Guilherme Bertissolo
Teatro Terezinha Petry Cardona
Montenegro, 2003

Pseudochoro Nº 3 – Cafoniano
Premiere
Guilherme Bertissolo
III Encontro de Compositores Universitários
Curitiba, 2005

Video, performed by Daniel Mendes (starting 1’30”)

Pseudochoro Nº 4 – Sinuca e Bico
Premiere
Daniel Mendes
Espaço Cultural Frederico Lawitschka
Mogi das Cruzes-SP, 2018

Pseudochoro Nº 5 – Choro Substancial
Premiere
Guilherme Bertissolo
Teatro Terezinha Petry Cardona
Montenegro, 2005

Pseudochoro Nº 6 – Caixinha de Fósforo
Premiere
Pedro Rodrigues
III Festival Internacional de Música Contemporânea
Salvador, 2010

Suíte Substancial Op. 3

Substância Hum
violin and guitar|violino e violão (2003)
Obra gravada no Cd “Compositores da Bahia”,  lançado pela OCA e pela Plataforma de Lançamento em 2011.
Score|Partitura

Substância Dois
piano and guitar|piano e violão (2003)
Score|Partitura

Reação
#2 Guitar Quartet|2º Quarteto de Violões (2004)
Vencedora no 10º Concurso de Composição Carl von Ossietzky, Instituto de Música/Universidade de Oldenburg (Alemanha)
Score|Partitura

Resultante
ensemble (2004)
Score|Partitura

Esquecimento

Ontem, 21/03/2013, tive a honra de voltar à Fundarte, depois de sete anos. Essa instituição sempre me impressiona pela seu impacto e pela sua vivacidade. No concerto de abertura da temporada da Orquestra Sesi/Fundarte, o teatro estava lotado, com um público atento que ficou nas mais de 2h20 de concerto.

Aliás, um alto nível de performance na Orquestra. Obras de Gnattali, E. Krieger, Villa-lobos, e desse que vos tecla, entre outros.

Fico muito contente em postar uma versão preliminar da minha peça Esquecimento, que foi brilhantemente interpretada pelo regente Borges-Cunha, que entendeu as dinâmicas expressivas da peça e montou uma belíssima performance.

Como é bom voltar em um lugar querido, reencontrar as pessoas e assistir a uma performance tão interessante. É uma pena que a sala é tão seca, mas a gravação ficou ótima!

A gravação está na seção Ouça/Listen. Boa escuta!

Ouça

Finalizando a prometida comemoração do Prêmio Funarte, divulgo a nova gravação da peça Ouça, feita novamente pelo Grupo de Percussão da UFBA (Bravo!) e por Josehr Santos, para quem a peça é dedicada no 1º Seminário em Composição do MAB (http://musicadeagoranabahia.com/) em 21 de junho de 2010.

Além da voz de baixo, a peça conta com seis percussionistas: xilofone (que também toca caixa-clara), vibrafone (que também toca 5 sinos de vaca e unhas de cabra), marimba (que também toca 2 crotales e unhas de cabra), tímpanos (que também toca 2 pratos suspensos), percussão múltipla 1 (1 bombo , 1 caixa-clara , 1 bongô triplo , 4 ton-tons e 1 tam-tam) e percussão múltipla 2 (1 bombo , 1 caixa-clara , 1 temple-block , 1 tamborim , 1 triângulo e 3 gongos javaneses).

Essa peça é livremente inspirada no texto sfot poc de Luiz Fernando Veríssimo (aqui tem uma reprodução da crônica) que conta a estória de Odacir, um sujeito que desde que nasceu emitia sons para toda e qualquer pontuação: “poc” para ponto, “plic” para vírgula, “sfot poc” para exclamação, “sfotoim poc” para interrogação, e por aí vai! Recomendo a leitura, que é de uma sagacidade e uma espirituosidade extremas.

Inspirado nesse curioso caso, parti para uma espécie de “diálogo esquizofrênico entre o compositor, Luther King, Kafka, Freud, Castro Alves, Rui Barbosa, Martin Lutero, Marx e Engels, Adam Smith, o Apocalipse, Lopes Neto”. Assim, selecionando trechos destes textos clássicos, realizando uma operação de pastiche e reordenamento, tratei o texto como material para a composição em si. Apliquei, é claro, o filtro dos “poc’s” e “plic’s” eles.

O resultado foi um interessante emaranhado de sonoridades oriundas da voz de baixo, escolhida muito por ter a capacidade de potencializar as especificidades tímbricas do texto resultante. Parti então dessa sonoridade e de pouquíssimas informações em termos de alturas, guiando a escritura pelo timbre.

Há um processo musical importante: parti de um dos tetracordes de todos os intervalos para estabelecer uma expansão intervalar durante toda a peça. Assim, a segunda menor do tetracorde (entre as notas E e F) foi uma espécie de zona de atração para a primeira micro-seção, a segunda maior (G# e A#), para a segunda micro-seção, e assim por diante. Então, por óbvio, ao final há a conformação a partir de intervalos de sétimas maiores. Esse movimento de expansão intervalar, uma espécie de Bartók implodido, é interrompido por uma seção central, lírica, baseada em um poema de Castro Alves, em um momento onde a voz ganha o papel principal na obra, ressonante e vigorosa (quase uma sátira ao bel canto).

A partitura está disponível na seção “Obras” e a gravação em “Ouça!”. Boa escuta!

Fumebianas Nº 6

Continuando a onda de entusiasmo pela premiação no Prêmio Funarte de Composição Clássica (mais uma vez, é desnecessário dizer o quanto estou lisonjeado e contente com o reconhecimento do trabalho), sigo a comemoração postando mais uma gravação recente de obra, a segunda das três prometidas.

A Fumebianas Nº 6 também foi gravada por Alexandre Espinheira, no Teatro Vila Velha, Salvador. A interpretação foi do competentíssimo Quarteto de Clarinetes da UFBA, com uma participação deste que vos tecla na regência.

Na série Fumebianas (da FUMEB, Fundação Mestre Bimba), desenvolvi os conceitos relacionados à minha pesquisa de doutorado sobre a relação entre música e movimento na Capoeira Regional. Diversos materiais foram extraídos do diretamente do contexto, tais como material melódico, texturas, escalas etc. Entretanto, é no campo conceitual que Fumebianas propõe um universo poético profícuo, a partir dos quatro conceitos inferidos no contexto: ciclicidade, incisividade, circularidade e surpreendibilidade.

Nessa obra, parti da ideia de amálgama sonoro proporcionada pela formação homogênea do quarteto de clarinetes para criar um interessante diálogos de texturas estáticas e de grande movimentação. A escolha dos materiais, tais como fundamentais dos multifônicos, harmonia, material melódico etc, partiu de uma canção extraída do contexto da capoeira, repetidamente aplicada na série.

A gravação está disponível em Ouça! e a partitura em Obras. Boa escuta!

Também nunca é demais lembrar que comentários de toda ordem são sempre bem-vindos!

Fumebianas Nº 5

Caros, hoje saiu o resultado dos compositores contemplados no Prêmio Funarte de Composição Clássica, no qual fui um dos premiados. É desnecessário dizer o quanto estou lisonjeado e contente com o reconhecimento do trabalho.

Bom, pra comemorar, vou postar três novas gravações de obras recentemente estreadas. Essa é a primeira delas, a Fumebianas Nº 5, gravada por Alexandre Espinheira no CCJF, no Rio de Janeiro, com interpretação de Maria Carolina Calvalcanti (flauta), Thiago Tavares (Clarinete), Gabriel Lucena (violão) e Murilo Alves (violoncelo).

A peça tem uma forma espelhada com uma seção central onde o violão exerce um papel “quase solista”. Essa forma espelhada é aleijada (crippled, pra homenagear Feldman) nas reaparições das idéias após a seção central, com alterações nas notas-centro, que são orientadas por um plano mais geral da forma.

Após a introdução, onde apresento as ideias principais, começo a destacar, uma a uma, notas que pertencem a um canto de capoeira, espalhadas ao longo de toda a forma, sempre imediatamente contrastadas com o restante das onze notas da escala cromática de maneira a criar destaque pelo complemento (na partitura, em A, C, E etc). Para cada uma dessas notas há a idéia de ressonância específica, que na verdade forma um envelope de ataque, sustentação e repouso para cada uma.
Essas seções são alternadas por uma ideia pontilhística de rotações em sons stacc., sempre do mesmo tamanho (10 compassos), em 5/8 (como em B, D, F etc), geralmente.

As seções que dizem respeito ao contraste de uma nota contra 11 vão ganhando importância e aumentando de tamanho ao longo da peça: começam com 3 compassos (18-20), 4 compassos (31-34), 5 compassos (46-50) e assim sucessivamente até o final da peça. Essa alternância é retomada após a seção central em movimento espelhado, com as seções diminuindo de tamanho, onde as seções em stacc. é que começam a recuperar importância na forma.
Portanto, existem três grandes seções, sendo cada uma delas engendrada
por diversas ideias interligadas dialeticamente.

A gravação está disponível em Ouça! e a partitura em Obras. Boa escuta!

Nunca é demais lembrar que comentários de toda ordem são sempre bem-vindos!

Participação de compositores baianos na série de concertos “Quinze”, no Rio de Janeiro

OCA – ASSOCIAÇÃO CIVIL OFICINA DE COMPOSIÇÃO AGORA

SALVADOR, BAHIA

Out. 2012

Sergio Roberto de Oliveira e a série “Quinze”

As datas redondas sempre estimulam celebrações e não poderia ser diferente neste ano em que se comemora 15 anos de carreira do compositor Sérgio Roberto de Oliveira. Aluno de Guerra-Peixe (1990 a 1992) e indicado ao Grammy Latino 2011 em composição clássica contemporânea – está sendo novamente indicado, em 2012, desta vez, na categoria “Melhor Álbum de Música Clássica” com o CD “Prelúdio 21 – Quarteto de Cordas”, do grupo de compositores do qual faz

parte, o Prelúdio 21, tendo como intérprete o Quarteto Radamés Gnattali – o compositor e músico festeja a data de forma especial, lançando o box “QUINZE”, com quatro CDs comemorativos, no dia 07/10. Desde julho reunindo intérpretes e compositores no espaço cultural, Sérgio Roberto de Oliveira terá como convidado, desta vez, o grupo americano de compositores Vox Novus, com um programa de obras de ambos, interpretadas por Maria Carolina Cavalcanti (flauta), Thiago Tavares (clarineta) e Antônio Ziviani (piano).

A participação de compositores baianos da OCA

No próximo domingo, dia 14/10, às 17h, no Centro Cultural Justiça Federal, Rio de Janeiro, com entrada franca, é a vez da participação de compositores baianos na celebração dos quinze anos de carreira de Sergio. Quatro compositores da OCA, grupo de compositores baseado em Salvador, terão suas obras apresentadas no concerto, que tem performance a cargo dos músicos cariocas Maria Carolina Cavalcanti, Thiago Tavares, Gabriel Lucena e Murilo Alves.

Alexandre Espinheira, Guilherme Bertissolo, Paulo Costa Lima e Paulo Rios Filho irão dividir o programa e o palco com o compositor homenageado, e estarão presentes à festa, que marca ainda a estreia mundial de três das sete obras apresentadas: Groove (Rock ‘n roll), de Espinheira; Fumebianas Nº 5, de Guilherme Bertissolo; e nav tirs nekadus hibridus nº 4 , de Além destas, incluem-se ainda no programa as músicas “Apanhe o jegue” e “Ibejis N. 2” (Paulo Costa Lima), “Rossianas” (Paulo Rios Filho) e “3 músicos” (Sergio Roberto de Oliveira).

“A participação da OCA na importante série do compositor carioca marca a mais do que saudável fase atual da música erudita contemporânea baiana”, assinala o compositor Alexandre Espinheira. Para ele, o convite “representa o reconhecimento da produção dos compositores da Bahia, uma construção que começou lá atrás, ainda na década de 1960, com nomes como os de Ernst Widmer, Lindembergue Cardoso e Fernando Cerqueira.”

A saúde da fase atual se deve em grande proporção à forte atuação da própria OCA na cena cultural de Salvador, com a realização do projeto MAB–Música de Agora na Bahia, por exemplo, bem como de seus membros, em ações individuais, mas não menos articuladas. Essa articulação, seja em grupo ou individualmente, tem trazido bons frutos a nível nacional e internacional, como é o caso da recente turnê em Portugal, feita pelo compositor Guilherme Bertissolo e a bailarina Lia Sfoggia (também da OCA), apresentando o espetáculo m’bolumbümba: entre o corpo e o berimbau; ou com a recente escolha, através de votação, de Paulo Costa Lima para compor uma das obras hors concours da XX Bienal Brasileira de Música Contemporânea, que acontecerá também no Rio, em 2013; ou ainda com a recente encomenda de obra inédita feita pela Americas Society, de Nova Iorque, ao compositor Paulo Rios Filho, peça que será estreada pelo grupo ICE–International Contemporary Ensemble , em Abril de 2013, na cidade norte-americana.

“É claro que este é todo um trabalho que não é, de forma alguma, ação exclusiva e individual da OCA, ou de seus membros”, ressalta Paulo Rios Filho. “Somos parte de uma rede muito forte, na qual se integram, por exemplo, o Grupo de Percussão da UFBA, o GIMBA e o Camará, bem como a própria Escola de Música da UFBA, todos tendo como meta o fomento e a divulgação da música clássica feita nos dias de hoje”, conclui.

Serviço

Concerto da série “Quinze” – Sérgio Roberto de Oliveira convida OCA apresentando obras de: Sérgio Roberto de Oliveira, Paulo Costa Lima, Guilherme Bertissolo, Paulo Rios Filho e Alexandre Espinheira Centro Cultural Justiça Federal, Rio de Janeiro – RJ

Domingo, dia 14/10 – 17h | entrada franca

Maiores informações:

(21) 9615-8938 (Sérgio Roberto de Oliveira)

(71) 8837-2262 (Paulo Rios Filho)

Novos artigos

Os dois novos artigos que publiquei no Congresso da ANPPOM nesse ano já estão disponíveis na seção Escritos.

Em m’bolumbümba: Capoeira, música e movimento em cena, Lia e eu abordamos o espetáculo m’bolumbümba: entre o corpo e o berimbau, partindo do universo da Capoeira Regional da Fundação Mestre Bimba em direção à aplicação das noções de um arcabouço conceitual inferido no contexto, discutindo a obra a partir dos níveis laskeanos do ciclo de vida da composição: ideias, materiais, implementação e obra.

Já em A noção de Ciclo em música: concepções e aplicações composicionais, esmiúço um dos conceitos inferidos no contexto da Capoeira Regional na Fundação Mestre Bimba durante minha pesquisa de doutorado: a ciclicidade. Após abordar diversas elocuções sobre ciclo na teoria, discuto algumas aplicações em obras que compus no domínio da pesquisa.

Em breve disponibilizaremos o artigo que publicaremos na Conferência Corpos (Im)Perfeitos na Performance Contemporânea, em Almada, Portugal, ainda nesse mês de setembro. O artigo se chama m’bolumbümba: abordagens sobre um universo poético oriundo das relações entre música e movimento na Capoeira e tece um discurso um pouco mais específico sobre o espetáculo e sobre a relação entre música e movimento no domínio da pesquisa.

Boas leituras!

Catexia

Pois então… o GIMBA finalmente (finalmente, porque há quase três anos eles haviam tocado metade da obra…) estreou a minha peça Catexia, Op. 25. A gravação ocorreu no Teatro Vila Velha, durante a programação do MAB (Música de Agora na Bahia – http://musicadeagoranabahia.com/).

Catexia foi composta em 2009 para flauta, clarinete, trompete, violino e violoncelo, a partir da noção de ciclicidade como elemento disparador de ideias musicais. Ciclos em diversas de suas feições e em variados níveis do compor. A Catexia é um processo psíquico de vinculação de energia libidinal à representação de uma “ideia”. Aqui, essa ideia é o aparecimento/intromissão marcante de quatro acordes
tonais em contextos não tonais espalhados pela forma. Nessa plêiade, o trompete desempenha um papel de comentador e, por vezes, mediador dos diversos conflitos e influxos ao longo da obra.

A partitura está disponível na seção “Obras” e o áudio da estreia, por sua vez, em “Ouça!”. Boa audição…

ps: comentários são mais do que bem-vindos!

Fumebianas 6

Agora é a vez da Fumebianas Nº 6, para quarteto de clarinetes, que acaba de ser composta e tem estreia prevista pelo Quarteto de Clarinetes da UFBA no Projeto Música de Agora na Bahia, no Teatro Vila Velha, Salvador,  em 17 de outubro de 2012.

Na série Fumebianas (da FUMEB — Fundação Mestre Bimba) aplico as noções de interação entre música e movimento no contexto da Capoeira Regional na composição de obras de câmara, que comportam formações que vão desde instrumento solo até um ensemble de onze instrumentistas. A sexta peça, para quarteto de clarinetes, já está em andamento.

As noções de um arcabouço conceitual inferido no contexto da Capoeira Regional de Salvador são aqui aplicadas em diversos níveis do compor. Esses conceitos mobilizam um compor da Capoeira que não necessariamente se presta às literalidades e superficialidades contumazes. Os principais materiais extraídos do contexto aplicados na série são ritmos dos toques de berimbau, conteúdo melódico das canções e texturas baseadas nos modelos na Roda de Capoeira. A sonoridade pentatônica, de grande recorrência nas quadras e corridos da Capoeira, aparece durante toda a série, confrontada com um conjunto de classe de notas típico da música do século XX, engendrando uma dialética entre um contexto mais referencial e uma sonoridade externa ao contexto.

A partitura da obra está disponível na seção “Obras” e em breve disponibilizaremos a gravação.

Fumebianas Nº 5

A série Fumebianas acaba de receber mais uma obra. A quinta peça da série foi composta para flauta, clarinete, violão e violoncelo, dedicada ao compositor carioca Sérgio Roberto de Oliveira. A estreia será no Rio em 14 de outubro próximo, em concerto na Série Quinze, que comemora os 15 anos de carreira de Sérgio.

Na série Fumebianas (da FUMEB — Fundação Mestre Bimba) aplico as noções de interação entre música e movimento no contexto da Capoeira Regional na composição de obras de câmara, que comportam formações que vão desde instrumento solo até um ensemble de onze instrumentistas. A sexta peça, para quarteto de clarinetes, já está em andamento.

As noções de um arcabouço conceitual inferido no contexto da Capoeira Regional de Salvador são aqui aplicadas em diversos níveis do compor. Esses conceitos mobilizam um compor da Capoeira que não necessariamente se presta às literalidades e superficialidades contumazes. Os principais materiais extraídos do contexto aplicados na série são ritmos dos toques de berimbau, conteúdo melódico das canções e texturas baseadas nos modelos na Roda de Capoeira. A sonoridade pentatônica, de grande recorrência nas quadras e corridos da Capoeira, aparece durante toda a série, confrontada com um conjunto de classe de notas típico da música do século XX, engendrando uma dialética entre um contexto mais referencial e uma sonoridade externa ao contexto.

A partitura da obra está disponível na seção “Obras” e em breve disponibilizaremos a gravação.